Não é de hoje que o nosso mundo está repleto de formas, estilos, imagens, baseadas principalmente na beleza. O que nos rodeia chama a atenção. Atenção essa pautada na maioria das vezes pela estética. O belo atrai, é intrigante, e é por isso que o desejamos e fazemos dele nosso objeto de consumo!
Na nossa atual modernidade, esse consumo, de certa forma, acaba seduzindo, pois constrói um tipo de vida, dando identidade ao indivíduo. A “imagem” ganha vazão, oportunizando experiências e sensações únicas. E é por esse motivo que verificamos uma enorme concorrência de marcas em nível global. O capitalismo estético cria raízes e conquista adeptos diariamente, ou seja a moda, as tendências de consumo, a arte, são globalizadas e em grande escala.
No entanto, não estamos falando aqui somente ao ‘culto ao corpo’ ou a ‘beleza’, mas também no que concerne à estética de forma geral, como o cinema, a fotografia, a publicidade, os museus entre outros, no qual se mesclam as indústrias da cultura e da comunicação. O capitalismo estético nada mais é que um apelo. Por outro lado, pode ter o seu lado bom ou não, isto é, repetiríamos aqui a velha máxima: nem 8 e nem 80? Saber dosar e aproveitar o que a tecnologia e os bens de consumo nos proporcionam?
Ademais, não podemos nos esquecer que a definição de beleza muda sempre ao longo dos anos, e sempre será conceitual e cultural. Os padrões estéticos são diversos, só não podemos deixar a sociedade do hiperconsumo confirmar que necessidades supérfluas sejam imprescindíveis à sobrevivência humana.
Portanto, quanto ao capitalismo estético, não podemos aqui nem estimar e nem atormentar, mas devemos iniciar um diálogo para alavancar a qualidade das relações. Sabemos que não será um trabalho fácil, mas será fundamental para a sociedade de consumo atual e futura. Então, para onde caminha o seu desejo de consumo?
Definição do que é Belo: “é tudo o que é agradável de se ver, de ouvir ou de compreender, não por causa de alguma outra coisa que desejamos ou esperamos, mas em si e independentemente de qualquer utilidade ou interesse” (COMTE-SPONVILLE, André, Dicionário Filosófico, Martins Fontes).
Publicado na Revista Estilo Zona Sul, 22ª Ed. Ano 05. Março de 2015. Porto Alegre, RS. Brasil.

