Sonhos de Consumo

Sonhos de consumo

Sim. Ainda sonho, e muito. Contudo os meus sonhos de consumo não tem relação nenhuma com a última bolsa ou sapato da moda, nem com aquele carro ‘superpotente’ e muito menos com tantas novas tecnologias que se renovam diariamente. Não há dúvida que estes exemplos têm sua importância e também apresentam valor cultural, mas sonhar a cultura, é ir além. Pense. Como anda o seu consumo de bens culturais?

A expressão consumo cultural é definida como o consumo de bens culturais, especificamente livros, museus, diversos tipos de mídias, incluindo a música e o cinema entre outros. Estes, agregarão informação, conhecimento e entretenimento. Além do mais, este consumo, caracteriza-se como uma atividade capaz de gerar efeitos positivos tanto para o consumidor como para a sociedade em geral, quando tratar notadamente de bens e serviços culturais que envolvam a criatividade e o senso estético em sua produção. Um dos intuitos de consumir esses bens é a busca por experiências novas, proporcionando principalmente prazer e diversão. O consumo cultural é inerente à construção e a manutenção de identidades nacionais, é a maneira dos grupos se distinguirem, visando a harmonia do individual com o coletivo, pois o conhecimento se dará cada vez mais com a proximidade dos indivíduos com estas práticas culturais, ou seja, favorecendo a socialização num mundo cultural em constante movimento.

As possibilidades de consumo cultural são diversas, e, segundo estatísticas o gasto com cultura pelas famílias brasileiras vem aumentando. No entanto, o que influencia uma maior adesão ao consumo de bens culturais é sem dúvida o preço, em detrimento da maior parte dos brasileiros. O grau de escolaridade também sobressai nestas práticas culturais. Ademais, mesmo tendo sida repreendida por muitos, uma política cultural importante foi a inclusão do vale cultura para a população de baixa renda, com o fito principal de diminuir as desigualdades sociais esta oportunizou a participação em eventos culturais, possibilitando maior conhecimento, e sem dúvida novas experiências.

Portanto, e segundo Canclini, “As políticas culturais mais democráticas e mais populares não são necessariamente as que oferecem espetáculos e mensagens que cheguem à maioria, mas as que levem em conta a variedade de necessidades e demandas da população”. E, mesmo considerando que cultura e lazer são termos distintos, mas constantemente utilizados como sinônimos, poderíamos afirmar que há cultura sem lazer, mas não há lazer sem cultura. Assim, consuma cultura, ela está ao seu lado. Desfrute e seja feliz! Este é o meu sonho!

Publicado na Revista Estilo Zona Sul, 25ª Ed. Ano 06. Março de 2016. Porto Alegre, RS. Brasil.

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